Desenvolvimento e Orientação Espiritual

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Jurema, Catimbó e Encantaria

Hierarquia básica da Jurema

Mestre: aquele que disponibiliza sua ciência e conhecimento as pessoas.
* Padrinho: É aquele que inicia novos discípulos na Ciência da Jurema.
* Padrinho Mestre: É aquele que já possui vários afilhados que são Padrinhos.

Processo inciatico:

Confirmação
Consagração
Encimentação

Guias da Jurema
Mestres e Mestras: Espíritos que quando vivos foram Guardiões Sagrados da Jurema. Estes podem trabalhar na direita para construção e na esquerda para desfazer.
Encantados:  Espíritos que estão ligados a natureza. Não morreram se transformaram em um elemento da natureza.
Príncipes: Estes se encantaram, mas não se transformação em elementos da natureza.
Reis e Rainhas: Espíritos antigs que nos passam conhecimento sobre os mistérios da vida e da magia.

Caboclos: Índios miscigenados com brancos, de origem do norte e nordeste brasileiro.
Boiadeiros: Espíritos de fazendeiros, vaqueiros e sertanejos.
Pajés: Índios feiticeiros do Brasil. Uma espécie de Xamã.
Ciganos: Ciganos que vieram de Europa e Oriente e que tiveram contato com os índios do Norte do Brasil.
Pretos Velhos: Espíritos de pessoas que foram escravizados no Brasil. Nem todos são Mestres da Jurema.
O termo catimbó, muito utilizado dentro do culto da Jurema, significa “prática espírita afro-indígena, de finalidade terapêutica, originada da fusão de elementos da pajelança e de cultos bantos. É conduzida por um “mestre” e resume-se, basicamente, em sessões de passes, defumações e banhos lustrais, com cânticos propiciatórios” (Lopes, 2004).



Reinos da Jurema Sagrada
A Jurema é composta por 12 Reinos. Alguns Mestres são consagrados a uma específica, enquanto outros trabalham com todas misturadas. sete cidades, sete ciências: Vajucá, Junça, Catucá, Manacá, Angico, Aroeira e Jurema. Enquanto outro  autor, se dividiria em outros onze reinos: Juremal, Vajucá, Ondina, Rio Verde, Fundo do Mar, Cova de Salomão, Cidade Santa, Florestas Virgens, Vento, Sol e Urubá

1ª Reino do Juremá: Composto pelas cidades: Estrela Dalva, Campos Verdes e Juremá. São feiticeiros e trabalham com ervas. Formam as primeiras famílias de Catimbozeiros que se iniciaram na Jurema.
O governante é Tupã também chamado de Rei Tanaruê. Este não se incorpora ou acosta, por se tratar do Deus Maior dos Índios.
Aqui trabalha toda a família de Tupinambá.
Os Mestres que tomam a frente desta cidade são: Mestre Inácio de Oliveira, Roldão de Oliveira e Maria Acais.
Trabalham diretamente com a Ciência da Jurema, com a prosperidade, o conhecimento e na saúde.

2ª Reino Vajucá: Constiuido pelas cidades: Aldeia Vajucá, Aldeia Mata Virgem e Aldeia Arruada. Muitos caboclos e pretos velhos trabalham neste reino que diz esta situada na direção norte de RN e PB.
Ele esta divido em duas partes, uma por uma floresta habitada por índios brabos e a outra parte é a Caatinga.
O governante é Rei Heron, senhor das doenças e das pestilências da Terra. Usa um chapéu de palha com franja de agave.
Trabalham com a manipulação da terra através da argila, por exemplo, e fabricam receitas com plantas para usar em cachimbo e defumação.
Os Mestres que tomam a frente desta cidade são: Mestre Carlos, João da Mata e Mestra Faustina. 

3ª Reino Tanema: Reino das renovações, da transmutação, da transformação, do equilíbrio e da harmonia. Trabalham com ervas e animais, são eles: Pajés, Ciganos e curandeiros.

4ª Reino Angico: Um dos Reinos mais importantes da Jurema onde trabalham as Mestras Aninha, Joana Pe de Chita, Sibanba. Manipulam os segredos das águas. Trazem proteção, limpeza, fechamento de corpo.

5ª Reino do tigre: Aqui habitam espíritos que foram torturados e massacrados acusados de magia e bruxaria. Trabalha com este reino nas esquerdas, ou seja, trabalhos de destruição e para desmanchar energias densas.

6ª Reino do Bom Florar: São especialistas nas artes da cura. Aqui trabalham grandes mestres  iluminados.

7ª Reino Uruba: é a capital da raça negra na Jurema. Encontras aqui culto aos Voduns, Orixas, Pretos Velhos.

8ª Reino 7 Covas de Salomão: Reino do Oriente, do Povo Cigano, da sabedoria.  Muda de local de 12 em 12 horas e poucos conseguem contato come este Reino.
Trabalham com orações, invocações, conjurações e cânticos.

9ª Reino Rio Verde: Este Reino encontra se debaixo das águas. Aqui habitam botos, marinheiros, caravelas, sereias, ondinas e tritões.
Suas Aldeias são: Aldeia Rio Verde, Aldeia Riacho Bonito, Aldeia das Ondinas.
A Rainha é Princesa Aurora mãe da pincesinha Flora, Príncipe Rio Verde, Príncipe Boço Jara, Rio Negro e Maresia.
Rainha Aurora se casou com o Príncipe Fleximar e teve com ela dois rios (Verde e Negro) que eram gêmeos e acabaram por ordem do Rei Tanaruê gerando o príncipe solimões, com uma cuia mágica dada por Tanaruê.

Maresia é um encantado filho de um branco com a rainha Aurora e Boço Jara é filho do Rei da Turquia.

O Príncipe Rio Negro se encanta num pé de Taioba roxo e o Rio Verde num Irapuru.

Água Clara é uma das 12 meninas da saia verde é também outro nome como é conhecido o Reino do Rio Verde.

Rio Verde também trabalha como caboclo, porém da o nome de caboclo Lírio.
10ª Reino do Acaes: É porta de passagem para os Mestre mais importantes da Jurema. São eles: Mestre Manoel Cadete, Mestre Machado Bravo, Mestre José Pelintra entre outros.

11ª Reino de Canindé: Reino do Rei Canindé, filho de Tupã, senhor das guerras, festas e bebidas. Daqui vem as explicações para os sacrifícios de animais na Jurema.
12ª Reino de Tronos: Reino dos Principados, Potestades, Anjos e Tronos. É o mais misterioso de todos. Aqui os anjos atuam com trabalhos de purificação.



Encantados:
A Encantaria é um mix de muitos de povos e culturas diferentes. Celtas, Egípcios, Índios, Xamãs,Ciganos,  Gregos, Africanos entre muitas outras culturas e povos encontram se neste sistema religioso como espíritos sábios e conselheiros.
Sua base é indígena, em especial a cultura Tupi Guarani.
Recebe nomes diferentes em outras partes do Brasil:
Pagelança no  Norte
Terecô no Maranhão
Catimbó no Nordeste
Quimbanda na Bahia
Macumba em São Paulo e no Rio
Batuque no Rio Grande do Sul entre muitos outros.
Não há raízes ou tradições sucessórias. Cada casa tem sua própria pratica, costume e forma de culto.
Não há ritual de INICIAÇÃO ou doutrina propriamente dita.
Alhandra:
Situada entre a Paraíba e Recife Alhanda é a capital da Jurema. Onde tudo começou. Na cidade há mais Três cidades encantadas: Acais, Tapuiú e Estiva.
É nestas cidades que descansam os túmulos dos maiores Mestres Brasileiros da Jurema.

Mestres famosos da Jurema:


Mestra Maria do Acaís (Maria Gonçalves de Barros)
Mestre José Pilintra (José de Aguiar dos Anjos)
Mestre Major do Dia
Mestre Cabeleira (Dom José do Vale)
Mestre Zezinho do Acais
Mestre Cangaruçu
Princesa de Leusa
Mestra Maria Elisiara
Mestra Joana Pé de Chita (Joana Malhada)
Mestra Damiana Guimarães
Mestre Emanoel Maior do Pé da Serra (Emanoel Cavalcante de Albuquerque)
Mestre Manoel Cadete
Mestre Marechal Campo Alegre
Mestre Arcoverde
Mestre Tertuliano
Mestre Malunguinho
Mestra Piorra
Mestre Carlos Velho (José Carlos Gonçalves de Barros)
Mestra Maria Solomona
Mestra Judith do Barracão
Mestra Maria Padilha
Mestre Antônio Macieira
Rei Eron
Mestre Cesário
Mestra Jardecilia ou Zefa de Tiíno
Mestre Tandá
Mestra Izabel
Mestre Zé Quati
Mestre Casteliano Gonçalves
Mestra Fortunata do Pina (Baiana do Pina)
Mestre Nêgo do Pão
Mestra Maria Magra
Mestre Candinho



Cidade do Segredo da Jurema
Tambaba
7 Cidades Sagradas
Jurema, Vajucá, Junça, Angico, Aroeira, Manacá e Catucá.
Toadas (cantigas) de alguns Mestres do Catimbó ou Jurema:

Mestre Malunguinho:
"Malunguinho está nas matas, ele está é abrindo mês a um Rei. Me abra este mesa Malunguinho e tire Espec do caminho. Espec aqui, espec acolá para os inimigos não passar. Espec aqui Espec acolá para os inimigos eu derrotar." – (bis)

Mestre Major do Dia:
"Ó meu Major, ó meu Major, meu Major de Cavalaria. És meu major, és meu Major, és Meu Major do Dia." – (bis)

Mestre Zezinho do Acaes:
"De longe venho saindo, de longe venho chegando, tocando a minha viola e as meninas apreciando. Cantando eu venho folgando eu estou. Cantando eu venho da minha cidade. Minha barquinha nova nela eu venho, feita de aroeira que é pau marinho. Quem vem dentro dela é o meu Bom Jesus, de braços abertos, cravado na Cruz. – Aurora é Canindé, Aurora é Canindé."


Mestre Cabeleira - (Zé do Vale)
"Eu venho de porta em porta caindo de déu em deu. E casa que eu conheço é a sombra do meu chapéu. Fecha a porta gente que o Cabeleira e vem. Pegando rapaz, menina também. Pegando rapaz, menina também. Minha mãe sempre dizia, “meu filho tome abenção, meu filho nunca mate, menino pagão” – Subi serra de fogo com alpercata de algodão, se a alpercata pega fogo, o boto desce de pé no chão. E o meu cavalo, é maresia...ele vadeia lá na praia do lençol." – (bis)

Mestra Maria de Elisiara:
"Que campos tão lindos, vejo o meu gado todo espalhado, lá vem Maria de Elisiara, que vem ajuntando o gado. Lá vem Maria de Elisiara, rainha de Salomão, que já foi Mestra e hoje é discípula do nosso querido Rei João. Que Campos lindo e Varandas" – (bis)

Mestra Joana Pé de Chita: - (Joana Malhada)
"Eu sou Joana da cidade de Santa Rita, tenho um Cachimbo respeitado, eu sou Joana Pé de Chita" – (bis)

Mestre Emanuel Maior do Pé da Serra:
"Campos Verdes, meus Campos Verdes, tua luz estou avistando, da cidade de Campos Verdes, Emanuel Maior já vem chegando. Campos Verdes, meus Campos Verdes vejo o meu gado todo espalhado, da cidade de Campos Verdes Emanuel Maior vem ajuntando o gado. É fogo na “Gaita” e toque o “Maracá”, bote água na cuia pra Emanuel Maior tomar."

Mestre Rei dos Ciganos – (Barô Romanó)
"Eu estava sentado na pedra fria, Rei dos Ciganos mandou me chamar. Rei dos Ciganos e a Cabocla Índia, Índia Africana no Jurema. Quem traz a flecha é a Cabocla Índia, Rei dos Ciganos mandou me entregar. Quem traz a flecha é a cabocla Índia, eia arma a flecha que eu vou flechar. Quem traz a flecha é a Cabocla Índia, eia arma a flecha vamos flechar."

Mestre Tertuliano:
"É de Ipanema, é de Ipanema – Tertuliano trabalhando na Jurema" – (bis)

Mestre Marechal Campo Alegre:
"Eu dei quatro volta no mundo e o sino da capela gemeu. Sou eu Marechal Campo Alegre, e o Dono do Mundo sou eu." – (bis)

Mestra Judith do Barracão:
"Judith ó minha Judith, Judith lá do Barracão e os campos de Judith, são campos, são campos. E atira, Judith atira, pedaço "preaca" de mulher. E os campos de Judith são campos, são campos. E atira, Judith atira cabocla negra de Ioruba, e os campos de Judith são campos, são campos. E o bueiro de Judith, é bueiro, é bueiro. E o molambo de Judith, é molambo, é molambo. E o baralho de Judith, é baralho, é baralho."

Mestre Navisala:
"Eu venho de longe, sem conhecer ninguém. Venho colher as rosas que a roseira tem. Mas eu sou boiadeiro, não nego o meu natural. Quem quiser falar comigo, bem vindo seja no Juremal."

Mestra Maria Padilha:
"Que grito foi aquele que o mundo estremeceu suas varandas. Foi de Maria Padilha, e a dona do mundo é ela ó minha varanda."

Mestre Légua Bogi-Buá Trindade:
"Légua, eu sou Légua, Légua Bogi Buá. Mas eu plantei a Légua no tronco do Jurema. – (bis)"

Mestre Zé Pilintra - (José Aguiar dos Anjos) – Ritual de Catimbó raiz Alhandra, Junça, Vajucá.
"Mandei chamar Zé Pilintra, nego do pé derramado e quem mexer com Zé Pilintra, ou fica doido ou vem danado. – (bis) – Seu doutor, seu doutor, Zé Pilintra chegou. Se você não queria, para que lhe chamou. Dilim-Dilim, bravo senhor, dilim-dilá, bravo senhor, Zé Pilintra chegou, bravo senhor para trabalhar. Bravo Senhor."
"Lá na Vila do Cabo, ele é primeiro sem segundo. Só na boca de quem não presta, o Zé Pilintra é vagabundo."
"Zé Pilintra no Reino Eu sou um Rei Real. Zé Pilintra no reino e eu vim trabalhar. Trunfei, Trunfei, Trunfei, Trunfá. Zé Pilintra no Reino, estou no meu Jurema. Trunfariá!"
"Chegou José Pilintra, sou o assombro do mundo inteiro. Sou faísca de "fogo-elétrico", sou trovão do mês de janeiro."
"Na passagem de um rio, Maria me deu a mão. E o prometido é devido, é chegada a ocasião".

"Eu matei meu pai e minha mãe. Jurei padrinho e Jurei Madrinha. Matei um cego lá na igreja e um aleijado lá na linha. Seu doutor, seu doutor bravo senhor, Zé Pilintra sou eu, bravo senhor. Se você não q ueria, Bravo senhor para que lhe chamou, bravo senhor".

O Ritual da Jurema
Uma das formas de Encantaria a Jurema se destaque em seu rito.
Acacia Nigra é a arvore que da nome a este culto indígena tão poderoso. Muitas tribos indígenas cultuavam esta arvore como sendo sagrada.  Também conhecida como Catimbó há muitos Mestres de Jurema que baixam na Umbanda disfarçados de caboclos, exus, pretos velhos etc.
O Ritual pode ser feito no chão ou sobre uma mesa. Onde encontra se os príncipes, princesas e a raiz da cidade encantada.
Os adeptos utilizam:
Cachimbos, fumo de tabaco com ervas, Maracás e troncos de arvores místicas, onde se acende velas para as cidades da Jurema. No mínimo 4  velas são acessas.
Sino de metal ou caxixi.
2 ou mais copos com água.
Toalha vermelha se for no chão e branca se for na mesa.

Altar de Jurema
Cada Mestre é consagrado a um dos doze Reinos. A Cidade da Jurema é um deles.
A direita do Mestre fica a Princesa Mestra. É uma taça ou bomboniere de cristal ou vidro com água. Representa o Caboclo e serve para harmonia e equilíbrio. No seu interiro vai um cristal de torre. Exceto no Reino das 7 Covas de Salomão.
Ao redor do Principie Mestre ficam mais sete príncipes (copos) ou princesas (taças) com água. Cada um possui um significado especifico.
A frente deste conjunto há um castiçal de 3 pilares com três velas. Sendo a de esquerda o guardião Das Almas. A do meio o guardião da cidade espiritual do Mestre ou discípulo e a da direita o guardião das matas. 
A direita também encontramos o bodoque de caboclo com uma quartinha  com água. Representa a abertura de caminhos.
Na esquerda, fica o cruzeiro e um rosário representando os Mestres. Representa proteção.
E por último elemento da cidade há uma garrafa de Jurema (Cauim) e um sino (campa). Uma garrafa de banho de purificação, um recipiente com mel, outro com vinho e outro com incenso. Garrafa de água benta. Maracá e um cachimbo (marca).
Receita de fumo para o cachimbo:
Erva doce, alfazema, alecrim, aniz estrelado entre outros.
Debaixo da mesa há um tronco de jurema ou outra arvores sagrada dependendo da cidade. O tronco representa a cidade.
Nos assentamentos vão elementos como: brincos, pulseiras, anéis, leques entre outros que o Mestre exigir.
Ritual:
Faz defumações, preces. Canta se para Malunguinho para pedir proteção.
Depois caboclo.
Então os discípulos ajoelham se diante da mesa para pedir licença a Jurema e então chama os Mestres.
Jurema Preta Sagrada 
Eu andei, eu andei, eu andei, 
Eu andei, eu andei vou andar, (bis). 

Sete anos eu andei foi em terra, 
Outros sete eu andei foi no mar. (bis). 

Oh Jurema Preta senhora rainha, 
Abre a cidade mais a chaves é minha. (bis). 

Oh tupirarague ou tupiraragua, 
Sou filho da jurema e venho trabalhar. (bis).
Os trabalhos de Jurema  acontecem:
Segunda, quarta e sexta para fumaça as direitas: Trabalho para a construção, saúde, paz, etc.
Terça, quinta e sábado fumaça para as esquerdas: Trabalhos mais pesados que visam desfazer feitiços e de descarrego.

Texto de Magno Constantino 
Todos os direitos reservados 

6 comentários:

  1. Amo minha jurema sagrada e seus mestres (as) e cablocos Saravá a jurema sagrada!

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  2. Qual a estrela correta da Jurema Sagrada, a de Salomão de 5 Pontas ou a de David de 6 pontas?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Boa noite! Salve a Jurema Sagrada!!
    Preciso obter informações, por favor, sobre o meu mestre Pedro cigano. Os lirios (toques) que são dele, vida, tudo o que for possível. Obrigada!!

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  5. Ah! Por favor, se possível enviar qualquer informação para meu e-mail: my.margarida72@gmail.com
    obrigada

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  6. alguem sabe algo so ze araunas por favor entre em contato comigo cavalcantesandalias@gmail,com

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